Baseada nas escrituras do sacerdote Asanth Haik Aljk, o "Lux Caeli", relata que antes de viajarem e atravessarem os céus, os Dhesperos viviam num plano superior onde eram governados por 4 entidades divinas, plano este situado acima dos céus.
No livro é narrada a história sobre a necessidade da vinda dos mensageiros e seus protetores para o reino inferior Aerth para punir os pecados dos Inferos,( aqueles que não vieram do plano superior são conhecidos como Inferos pelos fiéis ao testemunho de Asanth), e espalhar a vontade dos 4 deuses supremos.
Lux Caeli narra que, de certa forma, a viagem fez com que os Dhesperos esquecessem de sua missão. Apenas ele e mais alguns sacerdotes ainda possuiam ciência dessa realidade. Aerth estaria sendo preparada para a vinda dos 4 deuses, que governam indiretamente sobre todo o mundo durante os períodos de luz. No entanto, quando todos os 4 deuses repousam ao mesmo tempo, o 5º deus das trevas envia sua influencia sobre Aerth e todas suas criaturas, portanto a luz se ausenta e as trevas, o frio e a morte dominam tudo. Ao realizar as vontades dos 4 deuses, os Dhesperos aproximam os 4 deuses da luz para seu mundo, diminuindo o sofrimento humano e os períodos de trevas e morte.

O símbolo da fé de Asanth é a cruz, que representa as 4 entidades divinas. Os 4 caminhos justos que se cruzam no mesmo fim, o bem em comum e a justiça. Quando chegaram em Aerth, os Dhesperos tinham em seus pertences crucifixos feitos com materiais valiosos e grandes adornos. Portanto toda crença de Asanth é justificada com esses adereços.
É também descrito que aqueles que não estão se esforçando pela causa dos 4 deuses, são contra ele e portanto servos do deus das trevas, e para esses o mundo celeste está fechado e após sua morte física, será jogado nas trevas onde fará companhia para o deus obscuro, em seu sofrimento eterno.
Os membros da Fé de Asanth dizem que os residentes na fé dos dragões são servos do deus das trevas, inimigos de seus deuses da luz.
Nas histórias mais antigas do povo de Aerth, é dito que os homens coexistiam com criaturas imensas, poderosas e repletas de poderes mágicos, tecendo a realidade e trazendo fenômenos poderosos com sua vontade.
Mas as trevas baixaram pela primeira vez e cobriram o mundo com sua névoa escura e fria, o sol se apagou e após anos no frio e nas trevas, os dragões se tornaram criaturas irracionais e assassinas.
A lenda conta que os filhos dos dragões surgiram diante dos homens, armados para matar seus pais, os dragões. Eles foram gerados pelos dragões quando notaram que os humanos não adoeciam com as trevas, portanto, ao se reproduzirem, mudaram a forma de sua cria para algo semelhante a forma humana, para que seus descendentes não fossem afetados pela doença que lhes causava a loucura.
Os filhos dos dragões trouxeram esperança a raça humana, libertando seus povos pouco a pouco do terror que cobria os céus com sua imensa sombra. Estes ficaram conhecidos como Valhakins, "os herdeiros divinos". Dentre eles existiam 4, cujo poder superava diversas vezes os demais, que ficaram conhecidos como os 4 deuses Valhakins.
Eles residiam no monte mais alto, onde nenhum mortal já conseguiu chegar ou voltou vivo. E caçaram seus pais Dragões até que os levaram a desaparecer completamente.
Nos demais continentes, os dragões tomaram uma medida diferente. Ao notarem a imunidade humana também passaram geraram filhos com semelhança humana, mas ensinaram-lhes a selá-los para que não pudessem despertar enlouquecidos pelas trevas, ao invés de instruí-los a destruí-los.
Esses outros filhos de dragões, tentaram escravizar os demais seres humanos e então uma guerra entre os Valhakins e estes, começou.
Para poupar o povo mortal os homens que não nasceram dos dragões da morte e do sofrimento, que a guerra ainda causaria, os 4 deuses utilizaram um feito mágico poderosíssimo ensinado por seus progenitores.
Após uma grande batalha, todos os espíritos de todos os filhos dragões foram banidos de Aerth e exilados em outra existência. Suas almas, herança dos progenitores dragões, fundiram-se com a terra e originaram poderosas e grandes formações rochosas vibrantes na terra e no mar, dando origem a uma grande extensão de ilhas entre Cerheos e Arcantos, no mar conhecido, depois dessa ocasião, como "mar das almas".
Os Aephsos, um dos povos mais antigos de Aerth, cultuam os cristais que habitam as almas de dragão e, após décadas de muitos estudos, aprenderam a usufruir de sua mágica e conseguiram realizar feitos grandiosos como os antigos Valhakins e seus pais dragões.
Os cristais são cultuados como deuses adormecidos. Apenas em momentos de necessidade são retirados de seu repouso e guardados em capelas construídas para protegê-los. As 4 pedras de dragão que guardam as almas dos 4 deuses foram seladas pelo perigo que poderiam representar se fossem usadas da maneira errada. É dito que a alma de 9 príncipes, deuses que iniciaram a guerra que culminou no fim dos filhos dos dragões, também são cultuadas por outra vertente da religião, sãos os deuses que nasceram entre os filhos dos dragões dos continentes de Cerheos e Thaurius. Além de seu poder imenso, possuem a intenção de escravizar os homens e raças mais fracas.
Aqueles que seguem a fé dos dragões acreditam que os que vieram do céu, os Dhesperos, são os servos dos antigos príncipes que conseguiram libertar-se do reino para onde foram banidos, e possuem um plano para invocar seus mestres e então escravizar também a todos os povos de Aerth.
Cerheos é o continente central onde existe Audern, o reino milenar fundado pelos Aephsos, cujo qual organizava todo continente em regiões fiéis a um só governante.
Os Aephsos são um povo pacífico e sábio, donos de segredos sobre a criação do universo e sobre as maiores ameaças existentes. Mas o que mais os destaca perante os outros povos é seu conhecimento sobre magia.
A recriação de sonhos, matérias e forças da natureza na palma de suas mãos é nada mais do que fantástico, um ato divino e inexplicável para os mais ignorantes.
Foi dessa forma que os Aephsos atrairam a atenção dos povos do continente de Thaurius, governados pelos descendentes dos homens que vieram dos céus, conhecidos pelos povos que lá viviam, como Dhesperos. Estes homens creem em 4 entidades iluminadas, os 4 deuses que governam os céus, e eles afirmam serem mensageiros destes, motivo pelo qual viajaram até Aerth atravessando os céus e as nuvens num navio flutuante.
Os sacerdotes, após presenciarem os feitos de Aephsos, criando forças da natureza ou matéria ao seu bel prazer, condenaram suas capacidades como obras do deus da trevas. Essa palavra foi espalhada perante os governantes de Thaurius. Os Aephsos cada vez mais vistos como servos da entidade oposta aos deuses pelos quais servem. Vistos como vilões e responsáveis pela escuridão, que engole todos os continentes periodicamente e causa imensos desastres, atrasos e incontáveis mortes, os Dhesperos armaram-se para a guerra contra todo o povo do continente de Cerheos.
No início a guerra ficou equilibrada, até que um soldado se destacou diante das demais forças dos Dhesperos. Sua presença fazia com que os feitos Aephsos fossem anulados, tornando-se conhecido como um grande herói, Lacurya, pôs-se a frente de todo exército e liderou durante os anos que proceguiram, cada batalha dentro de Cerheos e no final pôs abaixo o reino de Audern e o poder dos Aephsos foi totalmente dissolvido.
Os Aephsos foram perseguidos pelos demais Dhesperos mas Lacurya organizou um grande grupo para opor essa perseguição. Nesta rebelião ele trouxe a independência ao reino de Audern e tornou-se rei de todo o continente. No entanto, os Aephsos não quiseram ficar sobre o abrigo de seu antigo inimigo, logo desapareceram sem o seu apoio, muitos fugiram para Arcantos, o continente leste, mas um grande preço foi posto por suas cabeças e caçadores espalhados para trazer a cabeça dos últimos descendentes da raça não faltaram.
Lacurya governou, diante de muitos impecilhos, o grande reino que conquistou. No entanto, quando morreu, seus inimigos conspiraram para tomar seu trono. Os filhos e a família de Lacurya foram mortos em grandes guerras, assassinados pelos inimigos do rei Lacurya. Todo o reino dissolveu-se pois os demais governantes não aceitaram os traídores no trono. Cada região se isolou formando seu próprio reino. Foram formados 5 reinos após a rebelião.
- Audern, governado pelo ursupador, apoiado pelos descontentes com rei Lacurya, na época.
- Viensa, Reino do Oeste, região tomada pela casa Blackeagle durante a guerra, cuja crueldade quase exterminou a casa Linchter que lutava ao lado da família de Lacurya. Uma guerra civil sangrenta terminou com a vitória de Blackeagle e a declaração de seu líder como rei da região.
- Dalcard, o império criado no sul após a guerra. A terra mais árida do continente.
- Gladsheim, reino fundado no norte, a terra mais gélida de todo o reino.
- Oclazia, o reino central, o caminho para todos os demais reinos. O mais equilibrado entre eles. Concentra-se em defender seu território e evitar invasores, devido a sua posição desvantajosa.
Aerth => Toda extensão terrestre e oceânica, também conhecida como Mundus.
Cerheos => Continente central situado entre Thaurius e Arcantos.
Thaurius => Grande continente do leste.
Arcantos => Berço da civilização, continente ao leste de Cerheos.
Audern => Reino de Cerheos, foi dissolvido em 5 reinos quando o rei Lacurya faleceu e foi traído durante a sucessão de seu filho ao trono por aqueles que condenavam a falta de apoio a fé de Asanth.
Asanth Haik Aljk => Autor do "Lux Caeli", o livro que deu origem a fé batizada com seu próprio nome.
Aephso => Um dos povos mais antigos de Aerth. Governavam Cerheos e fundaram o reino de Audern e toda sua estrutura.
Lacurya => Grande herói lendário e primeiro e último rei Dhesperiano de Audern antes de ser dissolvida nos 5 reinos.